O ambiente em que vivemos tem papel fundamental na nossa saúde física e mental. O impacto da moradia na saúde das populações não é apenas uma questão de um teto sobre a cabeça, mas envolve aspectos físicos e sensoriais, que estão diretamente ligados a espaços com menos ruídos, mais luz natural e ar circulando, e claro, maior contato com a natureza e acesso a áreas de lazer.
Atualmente, estima-se que mais de 26 milhões de residências no Brasil apresentam algum tipo de inadequação, o que representa mais de 41% dos domicílios duráveis urbanos.Nesse sentido, urbanizadoras e incorporadoras estão apostando, cada vez mais, em projetos voltados para essa questão de trazer ambientes mais saudáveis e alinhados com a necessidade dos moradores.
“Durante muito tempo, falar sobre saúde era falar sobre hábitos individuais: alimentação equilibrada, prática de atividade física, qualidade do sono. Mas, existe um fator silencioso, muitas vezes ignorado, que influencia diretamente todos esses pilares: o ambiente em que vivemos. Espaços escuros, pouca ventilação, ausência de áreas que incentivem o movimento ou o descanso real tem impacto direto no nosso bem-estar”, destaca Victor Albuquerque, engenheiro civil e CEO do Grupo Legado Incorporações.
Victor chama atenção para a neuroarquitetura, que é a união da neurociência com a arquitetura, focada em projetar espaços que consideram como o cérebro humano reage a elementos físicos, como iluminação, cores, texturas e layouts. “A arquitetura deixa de ser apenas estética e passa a atuar como facilitadora de hábitos. Por exemplo, a luz natural que regula o ritmo biológico, espaços abertos que convidam ao movimento, áreas comuns que estimulam a convivência e o bem-estar”, detalha o engenheiro.
O externo que impactam o interno
As condições do entorno onde habitamos atuam como fatores cruciais para o nosso estado de saúde, impactando diretamente tanto o bem-estar físico quanto o mental, e estão associadas a cerca de 24% das mortes prematuras no mundo. Essa dinâmica engloba dimensões físicas, sociais e culturais, nas quais elementos como níveis de poluição, acesso a saneamento básico, disponibilidade de áreas naturais e qualidade da moradia desempenham um papel decisivo no desenvolvimento de enfermidades tanto crônicas quanto infecciosas.
“Ter acesso a áreas verdes, parques, jardins, natureza, favorece muito o estado mental de relaxamento. Consequentemente, reduz o estresse e a ansiedade, além de melhorar o humor e ajudar na recuperação psicológica. E falando de espaço físico, esse espaço como habitação, com ventilação e iluminação natural, afeta também a criatividade, a organização do pensamento e a produtividade. Viver em um local agradável faz muito bem para saúde física, mental e emocional”, destaca a neuropsicóloga Denise Rocha.
Um resort no quintal de casa
Focado justamente nessa vertente do bem-estar, o mercado imobiliário inovou e tem trazido empreendimentos com projetos voltados para sanar essa dor. Como exemplo, a Euro Incorporações, que trouxe aos moradores um ambiente que promove a convivência saudável e a oportunidade de relaxamento. O projeto possui um complexo com mais de 12 mil metros quadrados de lazer, chamado de Euro Park, que inclui o parque privativo e espaço de convivência com mais de mil metros quadrados.
“A nossa preocupação foi trazer esse diferencial, para que os moradores pudessem desfrutar de todos os benefícios de um resort a poucos passos de casa. Para poder relaxar, quando necessário, praticar esportes, ter essa convivência social e mais contato com o verde”, destaca Henrique Campelo, gerente comercial de marketing e relacionamento da Euro Incorporações.
O Parque Privativo do projeto ainda oferece mais de 7 mil metros quadrados, com paisagismo assinado pelo renomado paisagista Guilherme Takeda e uma completa estrutura que potencializa o espaço como opção de lazer e contato com a natureza, incluindo espelhos d’água, gazebos, quadras poliesportivas, squash, playground, espaço de convivência, entre outros.
“Ter acesso a áreas verdes, parques, jardins, natureza, favorece muito o estado mental de relaxamento. Consequentemente, reduz o estresse e a ansiedade, além de melhorar o humor e ajudar na recuperação psicológica. E falando de espaço físico, esse espaço como habitação, com ventilação e iluminação natural, afeta também a criatividade, a organização do pensamento e a produtividade. Viver em um local agradável faz muito bem para saúde física, mental e emocional”, destaca a neuropsicóloga Denise Rocha.
Tendência antenada que cria novos conceitos
Empenhada em trazer iniciativas relacionadas ao impacto do ambiente na vida dos moradores, a CINQ Inteligência Urbana desenvolveu projetos associados ao que chamou de “Naturbanidade”. Todos os empreendimentos da marca são voltados para trazer a natureza integrada. “Entendemos que a natureza, o urbano e a comunidade devem viver em harmonia. É uma abordagem que utiliza a natureza como partido do desenvolvimento urbano, favorecendo a saúde física e mental dos habitantes, incentivando atividades ao ar livre e a conexão com o meio ambiente”, diz Eduardo Oliveira, diretor da CINQ.
“Um ambiente adequado, com beleza natural, ajuda o cérebro a descansar, a tirar aquela sobrecarga acumulada com as demandas do mundo moderno”, reforça a neuropsicóloga. A especialista salienta que viver em uma local agradável e que estimula o convívio social faz bem não somente para a saúde emocional, mas também para a mental e física.
“O convívio social é essencial para o ser humano. O nosso cérebro é altamente social. Nós somos programados biologicamente para interagir com o outro. Sem o contato humano, nós não nos desenvolvemos, não temos sinapses, não temos neuroplasticidade. E não temos também a afetividade, porque a afetividade acontece na troca. Um ambiente positivo eleva o nosso potencial”, pontua Denise.









